Repique

Informações autorizadas admitem a ocorrências de certo repique da covid-19, na capital do Amazonas. De novo os hospitais têm recebido número significativo e crescente de infectados pelo vírus. Unidades hospitalares que começavam a voltar à rotina têm sido forçadas a ampliar a área para a recepção de pacientes afetados, tanto estabelecimentos oficiais quanto os da rede privada. Não é difícil pelo menos supor onde se pode buscar a causa do fenômeno, por todos os títulos lamentável. Quando especialistas e cientistas diziam da gravidade da situação e indicavam formas de reduzir o risco de contrair a doença, muitos foram os que zombaram de suas recomendações. Tal zombaria muitas vezes apenas repercutia palavras, gestos e desdém de autoridades públicas. Poucos não eram os que, com a arrogância que a ignorância e a fartura provocam, julgavam-se acima dos riscos da pandemia. Também se contam nesse grupo os que, autoatribuindo-se a condição de atletas, quase super-homens, chegaram até a mostrar abjeta indiferença às perdas de tantas vidas. Hoje, mortos mais de 135 mil habitantes (brasileiros ou não), grande número dos integrantes desses grupos abriram a guarda, se é que algum dia a tiveram fechada. Reuniões sociais, aglomerações sob qualquer pretexto, abandono dos cuidados recomendados, tudo isso vem concorrendo para que comece a ocorrer o que se tem chamado segunda onda. Oxalá reste um pingo de sensatez na cabeça oca e suicida dos que desafiam mal tão virulento. O repique das águas, na Amazônia, já não causa tanto mal. Os interioranos sabem como enfrentá-lo. Já os citadinos...

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