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Razões e outras razões

É perigoso admitir razoáveis todos motivos por que uns e outros criticam a pretensa reforma da administração pública que o sinistro Paulo Guedes deseja. O propósito de abrir espaço a supostos investimentos privados e à melhoria dos serviços públicos choca-se com a realidade e a experiência de décadas, se não de séculos. Há desde os que pretendem um estado mínimo, até os que o desejam ainda mais capturados pelo setor e os interesses privados. Uns e outros não levam em conta o que dizem os estudiosos, como Robert Wade e Sara Brierley, sobre a Índia e Gana, respectivamente, Citados por Thiago Amparo (FGV/SP), esses autores mostram como a estabilidade do servidor público pode prevenir a corrupção. À semelhança do que ocorre com a vitaliciedade dos magistrados. Também citados por Amparo, os brasileiros Bugarin e Meneguin revelam que, no período 2002-2013, maior foi a corrupção onde maior era o número de cargos de confiança. Os que se baseiam na designação vinculada aos interesses de quem escolhe e nomeia os ocupantes. Há, ainda, os que enunciam a necessidade da reforma, com objetivos apresentados segundo a força de cada razão apresentada. É o caso de Catarina Rochamonte, filósofa do Instituto Liberal do Nordeste - ILN. Em texto intitulado Reforma na república dos picrivilégios, a doutora em Filosofia coloca o equilíbrio das contas públicas em primeiro lugar. A melhoria na qualidade dos serviços prestados à população ocupa o terceiro lugar. Antes dela, o velho mantra: modernizar a máquina pública.

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