Quero-te verde!


Quero-te verde!

não o verde que me dá o

azeite

nem o que precisa

do vento para

fazer-se vivo

muito menos o que

alimenta o gado

desarvorado na terra

seminua

quero-te sim,

como o que meus olhos

enxergam

no dia que há de vir

casado o sol

multiplicado nas

estrelas da noite clara

sem ombros de

Atlas a zombarem de

nós.

Desse verde

barqueiro do futuro

olhos atraídos

rasgando rios lagos e

furos

sente falta

humanidade posta

entre muros

nos intervalos mais soluços

que desejos

sempre à espera dos ventos

benfazejos.

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