Quando morre Inês

José Antônio Dias Toffoli deixa a Presidência do STF e logo começa a ser criticado. Às vezes, por quem fingiu ignorar quanto ele está distante de reunir as credenciais estabelecidas na Constituição para chegar à mais alta corte de Justiça do País. Quem o tenha ouvido ou lido não duvidaria de seu insucesso em concursos públicos a que se candidatou. E, diante da tibieza com que se comportou na Presidência do STF, ao invés de zelar pela independência do Poder Judiciário e pela firmeza à frente daquele órgão, preferiu passar panos quentes. Tirou as vendas de Themis e transformou a inspiradora de decisões ajustadas à Constituição (sobretudo a ela)em arrumadeira reverenciada. Daí os arranjos experimentados durante sua gestão, a ponto de ele mesmo ter negado o caráter agressivo à democracia de muitas das ações, declarações, ameaças e intervenções do Presidente Jair Bolsonaro e seus ministros. Vai ver, Toffoli considera o período 1964-1985 uma ditabranda, Se as investigações da Lava Jato prosseguirem, escoimadas dos vícios também antecipadamente reconhecidos, mas reiteradamente perdoados, talvez apareçam as razões de tanta habilidade. Inês poderá ressuscitar.

0 visualização

Posts recentes

Ver tudo

Dando nome

Não me lembro de ter lido em outro lugar. Por isso, ao pensar quão feliz o nome dado pela jornalista Catarina Rochamonte às relações entre os poderes republicanos, que nossa Constituição determina sej

Também republiqueta?

Onde as bananas dos Estados Unidos da América do Norte? A fruta tem bastado aos governantes daquele país para desqualificar e desdenhar de nações latino-americanas detentoras de riqueza natural extrao

Barro, sacos e farinha

O Presidente Donald Trump reitera seu propósito de rejeitar resultado eleitoral que ponha Joe Biden na Casa Branca. Ele não tem dito outra coisa, uma repetição do que disse o general Vilas Boas, na úl

Arquitetado e Produzido por WebDesk. Para mais informações acesse: wbdsk.com

Todos os Direitos Reservados | Propriedade Intelectual de José Seráfico.