Proposital, não menos
- Professor Seráfico
- 9 de abr. de 2021
- 2 min de leitura
Sempre ouvi dizer que caos e planejamento são inimigos irreconciliáveis. Uma única exceção legitima essa regra: o caos planejado. É do que tratamos hoje, quando a ação destruidora vai desde organizações oficiais até as pessoas. Não é que o propósito destrutivo só agora tenha chegado aqui. Nunca, porém, tal objetivo ficou tão transparente quanto hoje. Lição complementar recebi de alguns mais velhos, advertindo-me da incompatibilidade do planejamento e do bom método, com péssimas intenções. Tudo se resumindo no quanto pior, melhor, obviamente não para a população. Uma espécie do preceito criar dificuldade para vender facilidade, de que se nutrem o messianismo de uns, a monstruosidade de outros. É assim que se há de ver o cancelamento (ou seja lá o nome que se der) do censo, que o IBGE adiara de 2020 para este ano. Os números a que costumam recorrer os insensíveis à realidade das pessoas, da sociedade portanto, desta vez foram desprezados, como o foi a gravidade com que a pandemia desabou sobre nós. Aqui, a expressão mais contundente da opção pela ignorância. Fenômeno que chamo ignorância opcional. Sem eu mesmo ignorar quanto a ignorância tem servido, ao longo dos séculos, para encobrir incompetência e maus propósitos. Imagine-se quando uma serve aos outros – como agora! Antes, e limitado ao Amazonas, esse esforço destrutivo tem exemplos de êxito inconteste. Ao que me lembre, a extinção da SUSEMI-AM terá sido o marco inaugural. Tanto quanto o foi, em seguida, a eliminação de outros órgãos criados com a finalidade de fortalecer a administração pública e gerar condições de fixação do homem do interior em suas plagas. Listem-se, no infeliz rol de derrotas impostas à população, pelo menos a CODEAMA, o ICOTI, a ACAR-AM e a ESPEA. Outras haverá, mas destas eu estive mais próximo. Custa-me, sem comprometimento do meu discernimento, acreditar no caráter acidental da extinção desses organismos. Então, vejo confirmado o que parece adequado teorema: governos nunca erram; apenas escolhem os beneficiários de suas decisões. CQD, diriam os matemáticos.[1] [PS2]
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