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Promessas para conferir

O ano de 2020 se avizinha e se multiplicam as promessas. Todos desejam mostrar-se em busca de melhorias - uns, para si mesmos; outros, para terceiros estimados; grande parte (oxalá seja a maioria!) para TODOS. É nessa última categoria que se pode incluir o governo do Estado do Amazonas. Porque em muito aproveitaria à população ter cumpridas duas promessas que têm a ver com a saúde. A primeira, a multiplicação dos investimentos do setor no próximo exercício multiplicados por 5, em relação a 2019. A outra diz respeito à substituição dos terceirizados por pessoal vinculado diretamente ao Poder Executivo. No primeiro caso, nossa atenção deve voltar-se para a natureza dos investimentos, sabendo-se que nem sempre a aquisição de equipamentos vai além do enriquecimento dos fornecedores. E de seus sócios ocultos nos meandros do poder. Na assunção dos serviços exclusivamente por funcionários do Estado, a exigência deve ser a de remunerar os servidores de forma justa, pagando a todos aquilo a que têm direito, por sua formação e responsabilidade. Neste particular aspecto, não chego a discordar inteiramente da exigência de ponto eletrônico para todo o pessoal de saúde, desde que a remuneração de médicos e seus auxiliares seja condizente com a jornada de trabalho exigida. Assegure-se isso, duvido que profissionais médicos (o exemplo servindo para os auxiliares também) prefiram viver em permanente correria, para deslocar-se de um a outro local de trabalho. Fazem-no, atualmente, para atingir nível de renda que lhes permita sobrevivência digna. Pelo menos, a economia correspondente aos lucros das empresas terceirizadas pode ir para a conta dos profissionais. O que significa dizer: terceirizar custa mais que o vínculo direto com o poder público. Quem sabe fazer as quatro operações da matemática o comprovará, no bico do lápis.

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