top of page

Política, não!

Os apolíticos que tomaram conta do poder, depois de toda uma longa trajetória política e frequentes intervenções em seara alheia, aspiram à fama que Voltaire, Talleyrand, Montesquieu, Artistóteles, Platão e Rousseau (fiquemos apenas nestes) alcançaram e projetaram séculos à frente. Haveremos de reconhecer terem eles uma espécie peculiar de conceito do que é político e do que deixa de ser. Pedir-lhes que indiquem dentre os autores acima citados e de tantos outros que se dedicaram ao estudo da Política seria a suprema pena a que seriam submetidos. Faltam-lhes condições mínimas de entendimento, onde sobram abundantes e asquerosas intenções. Por isso, a jagunçagem, a força das armas, a delinquência, o terror são os ingredientes da poção mortífera servida aos brasileiros. Tantos se lhes dá se é possível substituir trinta mil abatidos na ponta da praia, como prometido, pelos quase 700 mil levados pela covid-19. Importante e gratificante para eles é terem alcançado o objetivo, multiplicando-o a limites sequer um dia imaginados. A não ser que esse seja sonho, desde que frustrado o desejo de levar aos ares uma usina de abastecimento de água no Rio de Janeiro. É, na barbárie não há Política! Não se pense, porém, que as maquinações que a inteligência escassa e a pobreza intelectual não podem prover não tenham sucedâneos. Sempre haverá uma lira à disposição, até que o Nero da vez toque fogo em tudo quanto toca. O que não pode fazer a Política, seres que é custoso até considerar humanos são capazes de cometer. Sendo a Politica inerente à sociedade humana, como atribuir essa qualidade e condição aos que a usam como alvo de suas mais perversas intenções e inspiração de suas mais vis fantasias?

2 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo

Vacina necessária

Logo os negacionistas protestarão. O que lhes pode interessar, diante do anúncio da celebração de um acordo entre laboratórios, para a criação de uma vacina anti-mal de Alzheimer? Só quem nada sabe so

Convívio versus hostilidade

Está lá, na página 41 da edição da última quarta-feira, no Estadão. O artigo em que o festejado antropólogo Roberto da Matta coloca interessante e oportuno dilema. Entre os que convivem em paz e integ

Símbolos

Vera Rosa, colunista do Estado de São Paulo, considera as enchentes do Guaíba a covid de Lula. Não destaca a diferença de conduta do triPresidente, em relação ao seu antecessor. Mas elege três símbolo

Comments


bottom of page