Política e fé
- Professor Seráfico

- 3 de set. de 2022
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Ressurge a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, CNBB, com a serena e reflexiva contundência características na resistência à ditadura. A mensagem endereçada pela respeitável instituiçao aos "homens e mulheres de boa vontade", divulgada após o encerramento da 59° Assembleia Geral (de 28-08/03-9), apenas ratifica o compromisso de dimensões apostólicas da comunidade ali representada. Não se trata, como logo os detratores da CNBB anunciarão, de envolvimento das lideranças católicas no debate ideológico em curso, aqui.e Mundo afora. Ao contrário, os valores e sentimentos inspiradores da nota revelam a intenção de atualizar a Igreja, de modo a fazê-la cumprir os mandamentos daquele que, no início, andou a pregar em territórios do Oriente. Assim, é ao coração de todos que se dirigem os bispos brasileiros, atentos às exigências éticas traduzidas em compaixão e solidariedade completas. Essa declaração se funda no diagnóstico de nossa realidade, como um país envolto em crise complexa e sistêmica que a desigualdade escancara. Daí a precisão com que a CNBB condena a fome, o armamento da população e a violência decorrente, além da manipulação religiosa. Fiel à pregação dos treze andarilhos que inauguraram nossos tempos, a CNBB renova e atualiza seus compromissos com a promoção, os cuidados e a defesa da Vida, da família, da ecologia integral e do Estado Democrático de Direito. O vínculo desses aspectos escolhidos se faz integralmente com a missão apostólica dos cristãos de que o Papa Francisco é a liderança. Fossem frágeis ou tímidas tais intenções e os fundamentos que as sustentam - e certamente não são -, a menção de que a nossa jovem democracia precisa ser defendida deve provocar a serena reflexão dos que estimam a pregação do Nazareno.


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