Poesia é normal

No último fim de semana, havia 19.782 indígenas infectados pela covid-19, no Brasil. Deles, 596 já tinham ido a óbito, como diz o jargão policial. Fora dos aldeamentos e da periferia para onde vao os expulsos por toda sorte de pretexto de suas terras, outra doença concorre com o novo coronavírus. É o que Pierre Weil, doutor pela Universidade de Paris chamou de normose. Uma espécie de mal psíquico que bem poderia utilizar como lema o pensamento às vezes subjacente, mas jamais totalmenrte ocultado por muitos dos profissionais a quem está entregue o combate à pandemia: se todos um dia morreremos, por que nos afligir com os que morrem pela covid-19? Lembra isso o que o professor José Ribamar Bessa Freire(UFRJ), o Babá de nossa estima, comenta em sua coluna Tá qui pra ti do último fim de semana. (Diário do Amazonas, 02 de agosto,2020). Para mostrar a sensibilidade aguçada do professor amazonense, basta o título do texto publicado - Pandemia e normose no espaço de uma manhã. Se isso não é poesia, nem sei o que direi que é.

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