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Para entender a 3ª guerra

A reivindicação presente da direita, sobretudo a brasileira, é a extensão da violência cometida contra a Venezuela e Maduro, ao Brasil. Frustrada no desejo de causar embaraços ao governo atual, suas mais destacadas lideranças insinuam repetir a tentativa da família do ex-Presidente, cujo processo judicial está longe de encerrar-se. Compreensível a preocupação dos candidatos ao espólio do zumbi político, sabedores todos de que ainda falta completar a extensa lista de processados, à véspera da única sentença prevista - a condenação. Se, para o mundo a invasão do país detentor da maior reserva de petróleo do Planeta tem causado repúdio e condenação, os brasileiros de direita tentam dar sequência à ação dos traidores ainda não alcançados pelo braço da lei. Embora a ação militar do governo dos Estados Unidos da América do Norte não contenha qualquer toque de ineditismo, ainda assim não pode ser menosprezada, nem dispensar a rejeição e a resistência de outras nações. Especialmente as que se situam na América Latina, tradicional alvo da truculência do império que se sabe em desfazimento. Desde a Guatemala, nos meados do século passado, constituiu-se rotina a aplicação da doutrina Monroe a que se vinculam os golpes de estado que derrubaram governos neste pedaço do Mundo. Equador, Colômbia, Paraguai, República Dominicana, Nicarágua, Argentina, Uruguai, Bolívia, Chile, Granada, Honduras, Panamá e Brasil conhecem bem essa história. Também a conhecem outras nações, em outros continentes, sendo que é até dispensável mencionar o Vietnam, onde se registrou o maior fracasso da brutalidade da política do big stick, tradução material da doutrina Monroe e seu corolário, enunciado por Roosevelt. Tal corolário avança agora, depois das intervenções no Iraque (de que resultou a morte de Sadain Hussein), da Líbia (de que saiu morto Muhamar Kabdaffi) e da Síria, que defenestrou Bachar al-Assad. Já nem se fale de outros atos de igual violência, quando a falta de argumentos pretextou o uso da força bruta. Também nunca a ordem jurídica internacional conseguiu impor-se, resultado de as organizações sucessoras da Liga das Nações terem militado sempre a favor dos mais poderosos. Os belicistas por excelência, que outra não pode ser a classificação dos Estados Unidos da América do Norte. Afinal, como disse José Kobori, nenhum império cai sem um tiro. Ao que Rogério Tomaz acrescenta ter-se o mundo tornado um grande manicômio, um amplo matadouro. Quem quiser saber mais, pode consultar o youtube, plataforma onde ontem foram postados os comentários que inspiram o presente texto.

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