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Papéis republicanos

Talvez ninguém foi tão longe, na literatura fantástica, quanto o jornalista José Roberto Guzzo. Para ele, os invasores das sedes dos três poderes foram ali para contribuir com a preservação do patrimônio público. Nas mãos, a julgar pelo que escreveu Guzzo, levavam buris, bisturis, estiletes, pincéis e materiais usados na recuperação e conservação das instalações, móveis, equipamentos e obras de arte. Não havia martelos, porretes, objetos pontiagudos nas cenas que os televisores do jornalista mostraram. Nem era mais que brincadeira a tentativa de explodir um caminhão, às proximidades do aeroporto da capital federal. Como não foi mais que uma espécie de festa popular o ajuntamento em frente aos quartéis, desde a divulgação do resultado das eleições presidenciais. A convocação, o apoio permanente (segurança, alimentação e transporte), o fornecimento de meios e o encorajamento às práticas terroristas (inexistentes, segundo o escriba), simplesmente inexistiram. Como é apenas romance de mau gosto tudo quanto revela a farta documentação a respeito de uma iniciativa arquitetada, organizada e promovida pelos gabinetes mais poderosos da República - a operação punhal verde-amarelo. Se duvidar, José Inácio Lula da Silva, Geraldo Alckmin e Alexandre de Moraes não passam de personagens fictícios, em romance capaz de concorrer, em exagerado ficcionismo, ao Cem anos de solidão, de Gabriel Garcia Márquez. A Polícia Federal, no trabalho exaustivo que recolheu abundantes provas dos crimes praticados pelos terroristas e seus estimuladores e coordenadores, não teria registrado se não um romance de ficção. Talvez os meios de comunicação de que se abastecem os textos de José Roberto Guzzo não operaram, em relação ao cliente, ele mesmo, como fizeram as redes e perfis controlados pelos criminosos. Por isso, escapou ao conhecimento do ex-editor de Veja tudo quanto foi divulgado pelos réus e seus mandantes e cúmplices, conhecidos e ainda por conhecer. Por mais ridículas e absurdas, as alucinações de Guzzo não dispensam os cuidado da PF, da PGR e do Supremo. Para que os atos terroristas e os crimes praticados contra o Estado Democrático de Direito não tenha o mesmo destino da Lava-Jato. Manter rigorosamente o devido processo legal e evitar exageros improdutivos e caprichos inadmissíveis é o que cumpre às partes envolvidas na persecução judicial. À PF cabe a investigação dos delitos. À PGR, o patrocínio dos interesses público. Ao STF é reservado o julgamento criterioso do feito. Cada qual, no seu quadrado. Que será arredondado, quando as responsabilidades forem avaliadas e punidos os delinquentes.

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