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Outra agressão exigente de resistência

20 de dez. de 2024
2 min de leitura

Incompreensível o silêncio do Conselho Regional de Medicina do Amazonas, quando o governo do Estado entrega o Pronto Socorro e Hospital 28 de agosto e o Instituto da Mulher Dona Lindu, a um grupo privado. Uma das mais trágicas e perversas formas de terceirização, como vemos as autoridades comovidas pela vida "difícil" dos investidores, ávidos sempre por maiores lucros. Importa pouco ou nada o título sob o qual se abrigam os apetites privados, em nenhuma hipótese coincidentes com os direitos e interesses da maioria das população. Ontem, eram comerciantes de vinhos e outras bebidas alcoólicas os fornecedores de equipamentos médicos à Secretaria de Estado da Saúde. Decisão e ações que muito têm a ver com a condição de epicentro da pandemia, a que Manaus foi levada naquele terrível momento. Fatos cuja gravidade exige não ser deixada no esquecimento, a fim de que não os vejamos repetidos. Embora, é claro, a transferência da administração do 28 de agosto e do IMDL a rigor seja uma reiteração do desprezo que o atual governo do Estado dispensa à população mais pobre de uma das mais pobres unidades federativas do Brasil. O depoimento dos médicos surpreendidos com a decisão governamental chega ao nível do patético. Já não faltasse o mínimo respeito em relação aos serviços por eles prestados à saúde pública durante longo período de suas vidas, acresce o fato de que foram surpreendidos com a dispensa sumária. Enquanto o CRM-AM, seguindo a lamentável conduta de seu correspondente em nível federal durante a pandemia, prefere o silêncio cúmplice, é do diretor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Amazonas a palavra mais vigorosa. O médico e professor Edson Andrade, também ex-Presidente do CFM, quando a Ciência era prestigiada pelos que dela se valem para prevenir e tratar as enfermidades que afetam os seres humanos, manifestou-se sobre a crueldade em que reincide o governo estadual. Iguala-se à posição do governo e do CRM-AM o silêncio do Sindicato dos Médicos e dos órgãos de outras categorias profissionais vilipendiadas pelas autoridades da saúde do Amazonas.

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