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Os mais ousados

A intenção de repetir o que o general Ernesto Geisel fez, quando ditador, é anunciada, talvez antes mesmo de encerrado o trágico quatriênio prestes a encerrar. Muitos brasileiros não nascidos antes de 1974 nada sabem do Pacote de abril, que aumentou o número de ministros do Supremo. Isso tornaria mais fácil a passagem da boiada em tropel ofensivo à Constituição, ao ordenamento jurídico a ela submisso e, em especial, à vida dos cidadãos brasileiros. Não foi diferente em outros países onde a direita e a necropolítica por ela preferida chegaram ao poder. Ainda mais quando o próprio ditador defendia com a maior tranquilidade o uso da tortura. Quando necessária, dizia ele, sem mencionar que o conceito de necessidade era reservado à intelijumência (perdoem o neologismo e compreendam sua inspiração) dos que mandavam. Pois agora, não é de outra coisa que se trata. O propósito de instalar no Supremo e tornar maior a bancada governista tem sido providência prioritária de toda ditadura. Nesse caso, a Hungria, a Rússia e a Turquia são as principais fontes de inspiração. Lá, como cá, a truculência e o ódio aos seres humanos parecem não ter limites. Como não a tem a ousadia, que muitos pensadores consideram extraordinária, quando se revelam nos canalhas.

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