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Os invasores

Tanto quanto é ingenuidade admitir como contrabando a exportação de toneladas de semente de seringueiras para a Ásia, o é aceitar a invasão a que vem sendo submetida a Amazônia - e não é de hoje! Dou de ombros para a invasão dos territórios indígenas e o genocídio que os tem vitimado. Estes são fatos de que se tem ocupado mesmo os grandes media. Também o tenho feito. Interessa-me neste momento comentar o pedido de nulidade da venda de 190.000 hectares de terras entre o Acre e o Amazonas. Segundo o INCRA, essas terras mais extensas que a cidade de São Paulo, foram passadas para um grupo ibérico (Agrocortex), por um brasileiro, Moacir Eloy Crocetta. Os portugueses e espanhóis compraram sua parte da Batisflor, em 2014 e 2016, pelo valor de R$ 280 milhões, pagos parcialmente. O documento registrado na Junta Comercial indica correspondência a 49% do território em questão, mas a autarquia suspeita fortemente da existência de contrato "de gaveta" entre a Agrocortex e a Batisflor. Na área é feita a extração de mogno, cedro, jatobá, cumaru, cerejeira e garapa. As empresas alegam ter 95% da área preservada e dizem adotar práticas de reflorestamento e atender a todas as exigências legais. O caso está desde dezembro pendente da manifestação do Tribunal de Justiça do Amazonas, provocado pelo INCRA. A Corregedoria da corte de Justiça poderá anular a venda, se forem acatadas as alegações do autor da ação, o Instituto Nacional da Reforma Agrária. Como se vê, várias são as formas assumidas pelos que cobiçam a Amazônia. Muitos deles, com a conivência e cumplicidade dos "patriotas" da modernidade.

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