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Os inescondíveis

Analistas políticos e estudiosos da matéria afirmam ser melhor leitor o que lê mais que o texto. Alguns afirmam que nas entrelinhas se esconde muito do que o autor pretende que o leitor saiba. Em muitos momentos, torna-se difícil entender os fatos, se a leitura se esgota nas palavras escritas. Vivemos, hoje, um desses momentos. A agressão do governo dos Estados Unidos da América do Norte à Venezuela, e o crime de sequestro de que foram vítimas o Presidente Nikolas Maduro e sua mulher, desencadeou reações ajustadas à análise dos que entendem do assunto. Melhor será dizer, dos assuntos, sendo o primeiro a teoria da comunicação. O outro, as figuras que reagiram. Fossem desconhecidas, essas figuras seriam beneficiadas pela ignorância a respeito de sua trajetória e de sua conduta. Não é o caso, eis que apenas o governador do Rio Grande do Sul buscou diferenciar-se dos demais. Há unanimidade, entretanto, no que dizem - e também deixam de dizer - Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Cláudio Castro, Ratinho e Tarcísio de Freitas. Liga-os o desejo de que Trump determine igual ação de suas forças militares, no Brasil. Talvez, até, com violência ainda maior, que extrapole o crime de sequestro. Ver mortas nossas autoridades, como estamos fartos de saber, é sonho acalentado pelo líder de todos eles, antes mesmo de ter sido planejado o assassinato do Presidente da República, de seu vice e do Ex-presidente do Superior Tribunal Eleitoral. Quem nasceu colonizado e sente orgulho em reverenciar a bandeira de outra nação e mostrar-se capacho de governantes estrangeiros jamais conseguirá esconder seus (maus) propósitos.

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