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Onde anda o MPF?

Tem-se dito muito sobre a crescente e persistente desqualificação da representação popular, aqui e em quase todos os países, não importa sua localização. Não têm faltado, também, textos jornalísticos e acadêmicos tratando desse fenômeno, cada dia mais exigente de atenção. Frequente mais do que o tolerável, a imagem de mandatários em exercicio legislativo engalfinhando-se ou trocando insultos e baixo calão ocupam as telas das emissoras de televisão. No ambiente antes chamado sacrossanto recesso do lar, sofremos e testemunhamos a invasão de costumes em geral atribuídos a barbárie que julgáramos passada e deixada para trás. Nada mais ilusório! Ainda agora, o comentarista Bob Fernandes põe diante dos que acompanham a política imagens e palavras capazes de gerar consequências, vivêssemos em um país zeloso pelo bom convívio social e preocupado em fazer-se de fato um estado democrático de Direito. Nas cenas, tomadas no Congresso Nacional, um policial deputado confessa-se autor de cerca de 30 homicídios. A arrogância e o orgulho ostentados pelo réu confesso autorizam supor a garantia de sua tática de intimidação passar como salvo-conduto para outros de seus parceiros na tristemente conhecida bancada da bala. O deplorável espetáculo comentado pelo jornalista está no Youtube. O nome do deputado-policial-homicida: Éder Mauro. Representa eleitores do Pará e sua filiação partidária (PL) reduz a probabilidade de surpresa a quem assistir a que ponto de desqualificou a representação popular.

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