*O VERÃO AMAZÔNICO*

Por quinze dias os ipês florescem e nos quintais a rede é atada e o cheiro de churrasco e peixe assado toma conta da rua.

O guarda-chuva dá lugar à sombrinha, menor e colorida, que protege do sol de 40 graus. Mesmo assim o corpo sua e o rosto brilhoso fica parecendo um pão-doce.

Sem pandemia, é tempo de fazer shows ao ar livre, praças e largos. Basta um tablado para as bandas.

Os sítios ficam cheios de amigos, que se refestelam nos igarapés e piscinas naturais, saboreando no almoço uma galinha caipira criada só no milho e no farelo de trigo. Vez ou outra pinta uma caça.

É tempo de quentura. O calor vem de baixo e de cima, como numa completa excitação.

As caboclas aproveitam para usar trajes mínimos, mostrando toda sua exuberância.

Os rios secam e furos aparecem, possibilitando a viagem mais curta. É meio perigoso viajar de voadeira nos tempos de seca, pois bancos de areia se formam no meio do rio; ou seria o dorso da cobra grande ?

As várzeas se desnudam. É hora de plantar e aproveitar o cio da terra.

Verão amazônico, uma interação da natureza com a cultura.

Lúcio Carril

2 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo

SOBRE O PLANO DE VACINAÇÃO NO AMAZONAS

Segundo o IBGE, o Amazonas tem uma população estimada de 4.207.714 habitantes. O Plano Operacional da Campanha de Vacinação Contra a COVID-19 no Amazonas apresenta a meta de vacinar 1.154.504 habitan

A barbárie bolsonarista, o vírus e seu antídoto

Marcelo Seráfico A situação brasileira é, sob todos os aspectos, desgraçada. O vírus e a doença agravaram-na, pois atiçaram a labareda do bolsonarismo. É tolice cobrar racionalidade objetiva dos que t

Arquitetado e Produzido por WebDesk. Para mais informações acesse: wbdsk.com

Todos os Direitos Reservados | Propriedade Intelectual de José Seráfico.