O espelho de um falsário
- Professor Seráfico

- 28 de fev. de 2025
- 2 min de leitura
Quando dois atores sem outro talento, que não o desempenho bufão, se reúnem, nada de bom ou promissor se pode esperar. A não ser que os espectadores entendam, o mínimo que seja, quais os valores (não medidos em moeda, entendam!) e interesses envolvidos. Também, quanto isso tem a ver com a sobrevivência do Planeta. Por isso, preocupa o espetáculo protagonizado nesta sexta-feira, no salão oval da Casa Branca, em Washington. Zelensky e Donald Trump não fugiram ao padrão que caracteriza esse tipo de negociantes, praticantes de políticas e espetáculos avessos ao que merece ser chamado Política. O ineditismo está ausente, porque em 22 de abril de 2019, em outro país e em outro salão, aconteceu o ato pioneiro. Brasília não é Washington, o Palácio do Planalto não é a Casa Branca. As motivações, as expressões, as maneiras no entanto, são as mesmas. Entre os protagonistas de hoje e os de ontem, identifica-se uma só diferença: o horizonte estreito dos que se contentam com viver do que sobra das mesas fartas, em contraposição à pretensão do exercício imperial. Um estojo de jóias é incomparável às reservas minerais de numerosos países, nos cinco continentes. Os participantes das duas reuniões, contudo, têm mais a aproxima-los que fazê-los distantes, uns dos outros. Nada importa a esse tipo de indivíduos, além da submissão da população mundial aos seus maus e desonestos propósitos. Tanto se lhes dá pôr em risco a própria sobrevivência do Planeta. Aos ausentes à tragicômica (sim, há algo ridículo no vergonhoso espetáculo) reunião, restará avaliar a ameaça que paira sobre todos, quando um pretenso imperador mundial trata um de seus xerimbabos como se fosse o mais desclassificado deles. Ou um frequentador da folha de pagamentos de seus múltiplos e suspeitos negócios. Seria útil à humanidade saber, o mais breve possível, como os ucranianos interpretam as humilhações a que o Presidente dos Estados Unidos da América do Norte submeteu seu líder. Pior, ter que ouvir Trump dizer que seu títere é quem ameaça a paz mundial. Ou Trump falava apenas para um espelho?

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