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O dia seguinte e o hoje

A leitura da entrevista do recém-nomeado Superintendente da Zona Franca de Manaus, se diz pouco sobre o futuro da economia do Amazonas e da região, permite avaliar o cenário político e administrativo do País. Bosco Saraiva ainda denuncia a ausência de ideias, planos e propostas concretas que deverá elaborar, aceitar e conduzir, na direção do órgão pretensamente voltado ao desenvolvimento sócio-econômico da Amazônia. Em sua porção mais ocidental, sobretudo. Pelo menos, é isso que se deduz do que ele trouxe ao conbecimento público, na entrevista concedida a A Crítica, 26-04-2023. A precariedade relativa ao ajustamento e proteção do agora chamado PIM- Polo Industrial de Manaus diante da iminente reforma tributária transparece na entrevista do ex-deputado. Nela não há, neste caso, se não a repetição de expectativas vazias, porque desacompanhadas dos rumos que serão dados às políticas e decisões que incumbe à autarquia(?)regional administrar. A indicação das incertezas características do atual ambiente político, ao contrário, extravasa do texto publicado. A dependência de Bosco Saraiva ao senador Omar Aziz emerge clara e cristalina, expondo quão prestigiado está o ex-governador amazonense, neste momento mais ocupado com sua participação na CPMI do Congresso do que em qualquer outra coisa. Assim, o amanhã vai sendo transferido para o dia seguinte, a preferência sempre dada aos interesses pessoais que às justas reivindicações da sociedade. Neste caso, há mais de 50 anos posta à margem dos benefícios recolhidos pela minoria dos afortunados produzidos pelo processo econômico. Não parece, ainda hoje, haver olhos voltados para a melhor distribuição dos ganhos àqueles que realmente os produzem.

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