O destino da ECT

A pretendida privatização dos Correios, por enquanto parece circular apenas nas bocas dos que se empenharão por isso. Desde logo, porém, a ideia já vem despertando desconfianças. Justificadas desconfianças, diga-se. Uma delas versa sobre as consequências os que serão impostas aos habitantes das localidades afastadas das grandes e médias cidades, qualquer a região considerada. Mesmo sofrendo a concorrência de empresas privadas, de que a Federal Express e a DHL são exemplos, a ECT consegue levar a grande parte do território nacional o material postado. Com certa lentidão, reconheça-se. Muitos atribuem o prazo de entrega às vezes demasiado longo, mas isso tem passado praticamente em branco. Como se todos tivéssemos nos acostumado a tanta lentidão. Quando - e se - os serviços forem todos entregues às empresas privadas, somente os ingênuos ou mal-intencionados podem esperar que os serviços melhorarão. Basta perguntar porque não há agência bancária em grande parte das cidades brasileiras. Do ponto de vista do capital, ninguém poderá forçar os bancos a manter estabelecimento em cidades onde o lucro é praticamente impossível. Ocorrerá diferente com os correios?

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