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O amanhã do zumbi

Grande parte dos jornalistas políticos em atividade parece desatenta a certas peculiaridades da política brasileira. É como se ignorasse a história e negligenciasse minúcias nem tão menores assim. Despreza o fato da crescente desimportância dos partidos, submersos nos vagalhões que colocam na superfície interesses específicos, além dos privilégios produzidos. Partido Liberal, Partido dos Trabalhadores, Partido Social Democrático nada podem, diante das bancadas da bala, do boi e da Bíblia. A constituição de federações e alianças em nada ameaça o centrão, coletivo de plasticidade insuperável. A frágil percepção de nossos comentaristas e analistas não dá conta da realidade de hoje, por isso faz previsões que o futuro tem desmentido. Faz pouco, li e ouvi análises que desprezam manifestações inequívoca do que será o amanhã. Não veem, por exemplo, que a esperada condenação do réu que o Supremo define como chefe de uma organização criminosa o remeterá, no máximo, às coxias. O proscênio logo será ocupado por outros, já agora em pleno treinamento para assumir o espólio do precário e lamentável líder. A depender da velocidade do julgamento dos terroristas de janeiro de 2023, sobretudo os do mais alto escalão, o resultado trará uma condenação adicional à pena exclusivamente judicial. Neste caso, o isolamento político do líder da extrema direita forçará sua substituição e o fará distante da arena política. Pouco tempo se passará, até que ele se torne um zumbi político. Se até um rei posto fora do trono não deixa marcas na memória dos súditos, imagine-se um ex-quase-ditador condenado à reclusão! ...


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