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Nossas fraquezas e nossa força

Vivêssemos tempos menos bárbaros, eu diria da impossibilidade de esconder certas alterações, pequenas que sejam, nas expectativas dos brasileiros. O complexo de vira-latas tem sofrido sérios revezes, mas não é isso que desencoraja os negativistas de toda ordem. Não apenas porque lhes faltem condições intelectuais compatíveis com visão de Mundo orientada pelo que o ser humano tem de louvável. Ao lado desse constrangimento, às vezes imposto por obtusidade avessa à superioridade de que se vangloriam os bípedes, interesses e apetites contrariados influenciam o juízo dos que não querem ver. A economia brasileira, inspirada no período 2019-2022 por vícios colonialistas e descabida submissão, desde 2023 experimenta expressiva e benéfica alteração. As restrições e manobras de que se tem valido os opositores do atual governo ainda não conseguiram derrubar registros que lhes causam profundo e perverso mal-estar. Em momento algum houve tantos brasileiros ocupados. Mesmo a derrogação de direitos trabalhistas e sociais não impediu que boa parte dos desempregados encontrasse meio digno de sobreviver. A respeito das bolsas pagas aos mais pobres, se não configura situação desejável a longo prazo, evita a morte por inanição. Este, o resultado desejado pelos gulosos que, em minoria, dominam o cenário político e econômico do País. É menor o número das famílias endividadas, como o é a quantidade dos que ficam de fora do sistema público de educação. Em todos os níveis, não é demais lembrar. Quanto à violência, os números não recuaram das cifras quase inacreditáveis com que vimos convivendo. Menos, porém, como consequência das políticas públicas tentadas pelo atual governo, que em razão da cultura do armamento da população, como praticada e transformada em diretriz governamental, no pior quatriênio do Brasil contemporâneo. O processo de desindustrialização parece ter estancado, mas continua a ser alegado pelos acumuladores da riqueza, demasiado criativos, no que concerne à torpe tentativa de recolher ainda mais do resultado do trabalho de terceiros. Embora ainda estejamos distantes da justiça social capaz de reduzir a desigualdade e devolver, sobretudo aos trabalhadores, a justa remuneração e as condições devidas ao ser humano, algo autoriza prever dias melhores. Em especial, porque o Brasil tem mostrado à comunidade internacional, aos governantes de outros países e a respeitáveis meios de comunicação a influência que seus ex-governantes sempre negaram. Quando - e se - correligionários do atual governador de São Paulo confessarem o quão errados estão, talvez se torne mais viável vencermos nossas próprias fragilidades. Então, o mundo conhecerá a força que nos vem, não das armas, mas daquilo que as torna dispensáveis. A inteligência, o talento e a vontade.

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