Nada de novo

Antes mesmo de iniciada a Assembleia da ONU, o Brasil colhe seus primeiros resultados. Não falará na cúpula climática, no dia anterior ao de abertura da Assembleia. Sua companhia, no rol dos excluídos, não é das melhores - Arabia Saudita, Coreia do Sul, Estados Unidos e Austrália. O esperado discurso de abertura é outra fonte de preocupações para os brasileiros que, sem repetir sua condição de patriotas, levam a sério a sua pátria. Seria preciso jamais ter ouvido as autoridades atuais, para imaginar que elas serão capazes de deixar boa impressão marcada nos representantes dos países na Organização das Nações Unidas.

Pelo conteúdo e pela forma, só se pode encontrar motivo de preocupação.

Rigorosamente, se surpresa houver, ela ficará por conta de eventuais - quem sabe até involuntários acertos, e comedimento no dizer.

Pelo primeiro vexame já passamos, a nos indicar o juízo que a comunidade internacional faz de nós. O impedimento de o Brasil discursar na cúpula do clima não é menos que revelação do desprestígio que começa a se espalhar, mundo afora.

Nada de novo, porém, dados os antecedentes conhecidos.


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