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Na dor que menos devora: UERJ, a mini Pátria (III)

José Ribamar Bessa Freire


Eu, que dos filhos teus / Fui te querer demais / No verso que hoje chora / Pra me fazer capaz / 

           Da dor que me devora / Quero dizer-te mais”.  (Pátria Amada. Geraldo Vandré e Manduka, 1972).


No ano em que, no Brasil, o Coral Universitário exaltava a “Pátria em miniatura”, cantando “duplamente satisfeito” o hino da UERJ, longe dali, em Lima, Peru, a música de dois exilados da ditadura, Geraldo Vandré e Manduka, vencia o 1º Festival Internacional da Canção de Água Dulce, em 1972, com a música “Pátria Amada, Idolatrada, Salve, Salve”. A cantora venezuelana Soledad Bravo representou a Pátria no amoroso e inquietante dueto com o filho do exílio Manduka Thiago de Mello. 

Ele se exilou, quando a ditadura reivindicava o monopólio do amor pelo país, com o lema “Brasil, ame-o ou deixe-o”. Mas a Pátria cantada e amada no Festival era outra. Era o Brasil profundo. Seu verso, que chorava pela dor do exílio, prometia levar mundo afora esse “amor demais”. https://www.taquiprati.com.br/cronica/1791-na-dor-que-nos-devora-uerj-a-mini-patria-iii

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