Na colônia, como será?

Como se comportará a colônia, agora que a metrópole já decidiu? A norte-americana Federal Drug Agency - FDA autorizou o uso da vacina produzida pela Pfizer/BioNtech, que desde o dia 07 é aplicada no Reino Unido. No sábado, menos de 24 horas após a manifestação da agência, o quase-ex-Presidente Donald Trump anunciou: antes do domingo, 13, os habitantes de seus país começariam a ser vacinados. O anúncio foi feito como se ele mesmo em algum momento tivesse mostrado simpatia pelo salvamento de vidas em seu país. Quer, oportunista como sempre, surfar em ondas que em vão não se cansa de tentar deter. Pensa que seus governados não sabem quanto tentou desmoralizar a Ciência, inclusive recomendando tratamento despido da menor exigência científica. E encenou o que poderia ser classificado como comédia bufa, ao ameaçar o dirigente da FDA, Stephen Hahn de demissão, se não aprovasse logo uso emergencial da vacina. Se vidas humanas não tivessem sido perdidas e se não fosse em seu país e sob seu governo o maior registro das mortes pela covid-19, haveria um mínimo de credibilidade nas palavras de Trump. Não é o caso. Aqui, os discípulos e disciplinados delegados do megaempresário, acusado de ser também um mega-sonegador, batem cabeça. Também eles não conseguem passar outra impressão à sociedade, que não o desprezo pela vida humana e a supremacia de interesses os mais vis sobre o combate à pandemia. Quem, diga-se, já matou seis vezes mais que o desejado - e por isso lamentado - pelo Presidente.

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