Não, sou!*
- Professor Seráfico

- 4 de ago. de 2021
- 1 min de leitura
Não sou preto
sou branco
filho do pranto
do estupro
da dor
gente
sem cor
que pariu o Brasil
Não sou preto
sou branco
rebento de um banto
orubá
nagô
gente
de cor
que pariu o Brasil
Não sou branco
sou preto
filho de puto
bárbaro
bruto
gente
sem cor
que pariu o Brasil
Não sou branco
sou preto
rebento de um bando
castellano
galego
gente
sem cor
que pariu o Brasil
Sou preto
sou branco
sou frito
sou canto
da gente
de cor
que pariu o Brasil
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*Marcelo Seráfico

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