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Não, sou!*

Não sou preto

sou branco

filho do pranto

do estupro

da dor

gente

sem cor

que pariu o Brasil


Não sou preto

sou branco

rebento de um banto

orubá

nagô

gente

de cor

que pariu o Brasil


Não sou branco

sou preto

filho de puto

bárbaro

bruto

gente

sem cor

que pariu o Brasil


Não sou branco

sou preto

rebento de um bando

castellano

galego

gente

sem cor

que pariu o Brasil


Sou preto

sou branco

sou frito

sou canto

da gente

de cor

que pariu o Brasil

_____________________________________________________________

*Marcelo Seráfico




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