Não é casual


Matheus é o nome do adolescente. O mesmo de meu neto. Entregador, foi ao shopping trocar relógio com que presentearia o pai, neste domingo 9 de agosto. Levava consigo a nota fiscal, apresentada aos dois homens, autodeclarados policiais. Matheus não recusou apresentar o documento, entregue com a carteira de identidade. Mas o adolescente é negro, essa condição criminosa para boa parte de nossa sociedade “cristã”. Espero que não chegue a 57 quase 58 milhões essa parte. Prende-se na minha garganta o grito, o peito encerra profunda dor, a cabeça conturba-se: quanta pena do que se chama humanidade!

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