Mudança de rumo

Tem-se ampliado o círculo dos que condenam o atrelamento do Brasil às políticas do governo norte-americano. Conta pouco o papel geralmente ridículo e tosco do titular do Ministério das Relações Exteriores. Dele têm tratado muitos dos mais respeitados diplomatas que estão ou já passaram pela Casa de Rio Branco, o Itamaraty. Sua queda, portanto, é fato entregue ao tempo. Ele muito tem feito por ela. Não precisa de um sopro, a não ser que a Presidência da República desdenhe do clamor que um dia será impossível de frear. Porque são previsíveis as consequências da inconsequência com que agem os fanáticos que acolitam o Presidente Bolsonaro. A mais recente conversão à diplomacia pragmática (assim exigia Ernesto Geisel) vem do Presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas - FIEAM, Antônio Silva. A submissão do País às determinações do Presidente Donald Trump e o alinhamento aos interesses da potência bélica e econômica que ele dirige não fazem mais que prejudicar os produtores brasileiros. Maior produtor de proteínas animais e grande exportador de matérias-primas, poderemos perder mercados e aprofundar a desindustrialização em franca expansão. Melhor - se a posição de xerimbabos não nos interessa - é manter posição independente, vendendo a quem quer comprar, comprando de quem pode vender a melhor preço - para nós.

Às vezes, onde a cabeça não resolve, o bolso faz as vezes dela. Nunca é demais lembrar: o capital não tem idade, nem alma, nem coração.

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