top of page

Milícia e democracia

20 de mar. de 2023
1 min de leitura

A disseminação do uso de armas de fogo foi um dos projetos mais bem-sucedidos do (des)governo vigente de 2019 2022. Se é que não foi o único. O outro, planejado segundo a inteligência e a competência dos mesmos (des)governantes, frustrou-se em 8 de janeiro deste ano. Ainda hoje, ocupa as autoridades policiais e judiciais do País e mantém preso expressivo número de terroristas envolvidos nos ataques aos três poderes republicanos. Em nenhum outro período de nossa História, cresceram tanto o comércio, a posse e o uso de armas entre nós. Os resultados da política armamentista já se registram, quando cresce o número de mortos por arma de fogo, sob qualquer pretexto. O País parece controlado por enorme milícia, verdadeiro poder paralelo em franco e expansivo funcionamento. O atual governo já tomou algumas decisões objetivando reduzir o número de armas em circulação, estando em vlgor, agora, o período de recadastramento do arsenal mantido em mãos privadas. Estas, reunidas em supostos clubes de tiro, associações de caçadores e colecionadores. Levando-se em consideração o índice de sonegação fiscal, impossível esperar declaracões de propriedade de armas equivalentes ao arsenal mantido em poder de particulares. Esse arsenal, tem sido repetidamente mencionado, é superior à quantidade de armas de uso das forças armadas e das polícias, civil, militar e rodoviária. O que bastaria para exigir rápida e firme ação que corrija tal desequilíbrio, por si só ameaça indiscutível ao Estado Democrático de Direito.

Posts recentes

Ver tudo
Crime continuado

O golpe desmontado em 08 de janeiro de 2023 sequer foi interrompido. Ao contrário, as articulações e ações ligadas à ruptura democrática ali tentada seguem seu curso, desta vez registrando a troca de

 
 
 
Vorcaro, o sugar baby dos Três Poderes

• Banqueiro operou uma revolução no mercado do afeto remunerado • Nossas excelências se vendem na calçada enquanto posam de guardiões da moral e da Constituição Mariliz Pereira J

 
 
 
Cavando a própria sepultura

Imaginar que todos os agentes públicos sejam dotados de virtudes sobre humanas, enquanto privados da possibilidade de adquirir maus hábitos, será o pior dos juízos a que poderemos ser levados. Fôssemo

 
 
 

Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
bottom of page