Melhor sem polícia

Não é de hoje, acontecem confrontos entre militantes e ativistas com a polícia, em manifestações de rua. Recentemente, dada a repetição das manifestações e das formas como as forças de segurança pública têm atuado, parece ficar mais claro: quanto mais longe dos manifestantes estiverem os policiais, mais pacíficas são as mobilizações. Obrigatória, a presença deles deveria pautar-se pela conduta do último domingo, na capital paulista. A polícia cuidou apenas de impedir que grupos adversários se aproximam-se um do outro. As pequenas escaramuças (nada mais que isso) aconteceram depois da dispersão voluntária dos participantes dos atos. E as forças policiais podem ser aplaudidas por terem garantido a livre manifestação dos dois grupos, mesmo se um deles não deixa de ofender a Constituição e o Estado de Direito. Deixa de ser um caso policial, para ser judicial. E os tribunais permanecem abertos. Ainda bem!

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