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Marcha-à-ré

12 de dez. de 2024
2 min de leitura

O governo Michel Temer iniciou no período pós-golpe que tirou Dilma Rousseff da Presidência, o desmantelamento do Estado. Foi nos trágicos meses de sua passagem mesoclítica pelo Planalto que os direitos dos trabalhadores sofreram duras perdas. Conquistas incapazes de reduzir a desigualdade, mesmo assim causam urticárias nos ganhadores de sempre. Temer funcionou como a trombeta anunciadora de tudo o que mais tarde ficou a cargo de seu sucessor destruir. A despeito de decisões equivocadas de Dilma, tudo quanto ocorreu entre 2019 e 2022 foi muito pior, em especial para os trabalhadores e pobres brasileiros. Agora, feito refém do que de pior tem a política brasileira, mesmo Lula encontra resistência do Congresso, cuja maioria é capaz das mais perversas e desonestas decisões. Quando a grande maioria dos países louva as urnas eletrônicas, o Congresso ameaça inadmissível recuo no setor. A expectativa é a de ser utilizado novamente o voto impresso, até o momento em que o eleitor sairá de casa para votar, levando bem guardadas em envelopes fechados as cédulas de votação. Como era na primeira metade do século passado. Diante da violência tornada rotineira e a perda de vidas, até de inocentes, que ela produz, a sociedade é ameaçada pela liberalidade no comércio, porte e uso de armas. O propósito de multiplicar o número de milícias privadas e o risco de aumentar o arsenal bélico das organlzações criminosas fica evidente, quando o Congresso prefere à prática do diálogo, o uso de armas e balas. É fácil antever a multiplicação dos atos violentos praticados sobretudo por agentes da (in)segurança pública, dos quais se alimentam as trágicas estatísticas oficiais. Que estamos em marcha batida em direção à barbárie, nem se duvide!

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