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Mambembe mesmo, ainda é melhor

Repito-me, porque a repetição às vezes opera bons resultados. Ainda mais quando a reiteração vem de boa origem. Neste caso, Winston Churchill. Refiro-me à célebre frase: a democracia é o pior dos regimes, salvo todos os demais. Apenas acrescento, porque não temos reis, a não ser do futebol, do carnaval, do gado, da soja...

Seria apenas uma fake news dizer que vivemos numa república exemplar, praticante de uma democracia idem. Mesmo assim, os males que o jeito claudicante dessa república provoca são infinitamente menores que os deixados por ditadura. Qualquer ditadura.

Imagine-se o silêncio da comunidade acadêmica e a omissão dos cientistas, diante das asneiras em que o Ministro da Educação se mostra exímio! Porque ainda não tenha o governo logrado impedir o livre trânsito das ideias e da informação, o MEC liberará recursos para a educação. Embora sabendo-se não serem os mesmos os interesses do governo e dos professores, cientistas e pesquisadores, práticas próprias à democracia recomendam ir devagar com o andor.

De olhos postos em 2022, Bolsonaro e seus acólitos podem nada saber de educação, saúde pública, direitos humanos – bons costumes, enfim. Sabem, porém, que votos só são conquistados se demandas sociais são atendidas. Mesmo quando a candidatura desmente promessa solene, cenho cerrado, o ódio extravasando da órbita ocular.

Conclusão: eleições garantem, no mínimo, a detenção de certos (e maus) propósitos. Às vezes, matam-nos no nascedouro. Sempre restará purgar a falta anterior, votando diferente na eleição seguinte.

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