Malthusianismo atualizado

O clérigo britânico Thomas Malthus legou aos pósteros interessante teoria que se ocupa do crescimento populacional. Os avanços da Revolução Industrial, dentre os quais as melhores condições sanitárias, favoreceriam o aumento da população pondo em risco a capacidade de assegurar a alimentação de todos. A fertilidade maior que a mortalidade estaria na base, portanto, até de políticas anticoncepcionais. O que o clérigo anglicano não sabia era que à fome tão bem planejada seriam acrescentadas outras práticas, que para isso não tem faltado a criatividade humana (digo-o bem? ou seria melhor dizer desumana?). Já na década dos 1950, o Clube de Roma mostrava quanto a produção de alimentos havia evoluído, de tal sorte que, bem distribuídos os bens, nem uma só pessoa no mundo passaria fome ou morreria por causa dela. Dali em diante, quase nada mudou, nessa equação. O processo de apropriação das riquezas, naturais ou não, substituiu a fome, se é que não a impôs a crescentes parcelas da população mundial. A África está aí, para não nos desmentir. As desigualdades registradas e decorrentes do processo de acumulação conhecido colocam-se agora no centro do problema de que tratou Malthus. O mundo continua a produzir tanto alimento quanto basta para alimentar todos os habitantes do Planeta. A fome que causa a morte de parcelas expressivas das populações, portanto, recebe importante adjutório na redução dos habitantes. Alguns veem nas guerras um bom potencial destruidor. Outros saúdam e ajudam as pandemias, como se tem visto em vários lugares do Mundo. Haverá quem diga que o responsável pela mortandade e pelo Brasil registrar bnúmeros por todos os títulos lamentáveis e vergonhosos, é o britânico Thomas Malthus. Vocês sabem ocmo é, nos tempos das fake-news.

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