Mais um partido, mais um dono de.

Cada dia parece mais difícil introduzir inovações na política brasileira. A sociedade, no entanto, aparenta não se ter fartado de ser enganada. Admite tudo que lhe dizem, nem sempre disso tirando qualquer proveito. É capaz, até, de desprezar o respeito à Lei, iludida a propósito de prometidas compensações de cunho pessoal. Quando se percebem enganadas, qual tem sido a reação? A pior possível, do ponto de vista do homo sapiens. Compreende-se que pessoas remuneradas - por pouco que seja o benefício monetário -, adiram a ideias contrárias ao que dizem professar e admirem os que as enganam. Para isso há até grupos empenhados a fazer da ignorância um culto, e da ciência coisa desprezível. Que o dignam os terraplanistas...

Contundente exemplo dessa aversão à inovação está na recente opção do Presidente Bolsonaro. Portador de mensagem compartilhada por mais de 57 milhões de eleitores, pouco mais de 40% do eleitorado brasileiro, o Presidente acaba de desligar-se do PSL. Oitavo partido a que se filiou, sem ele o ex-capitão não teria chegado à rampa do Planalto. Quando se esperava a simples transferência dele para outra das siglas que se aliaram para derrotar o lulismo, Bolsonaro anuncia a fundação de novo partido. Quer dizer, concorre para aumentar a salada de siglas tão condenada pela maioria dos comentaristas políticos, cientistas políticos e outros profissionais, igualados todos na incompreensão dos fenômenos de que trata a Ciência Política. Logo ele, que se proclama portador de mensagem inovadora. Como muitos de seus velhos colegas de Câmara, quer ter também um partido pra chamar de seu...

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