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Mãos sujas


Nos bancos ginasianos, ouvi falar da Doutrina Monroe. Criada pelo Presidente norte-americano James Monroe, a pretensão política era resumida na expressão " a América para os americanos". O pretexto, a recusa da interferência dos colonizadores europeus no continente. Era 1823 e nem todas as colônias tinham se desgarrado das respectivas metrópoles. O que parecia um alerta à expansão dos governantes do Velho Mundo, escondia o propósito de repetir suas práticas colonialistas no continente americano. Não era aos Estados Unidos da América do Norte que Monroe se referia. Os olhos de Monroe voltavam-se para o continente, a América, o Novo Mundo. Houve quem se destacasse na vida pública, levando as palavras e o propósito da doutrina de Monroe à sua última e metafísica consequência. O jornalista John Louis O'Sullivan atribuiu missão divina ao que entendeu e denominou "destino manifesto", a expansão e o domínio territorial, cultural e religioso dos Estados Unidos da América do Norte. Decorridos 22 anos desde a proclamação expansionista de Monroe, sua voz ecoava e iniciava o processo de outorga da gendarmeria do Planeta ao seu país de nascimento. Não foi Adolph Hitler, portanto, quem plantou a primeira semente do expansionismo territorial que o nazismo chamou "luta pelo espaço vital". Nessa aventura, foram seis milhões os judeus sacrificados. A ilusão da vitória dos Aliados esbarra nas consequências da Segunda Grande Guerra. Nem o nazifascismo foi erradicado da face da Terra, nem a volúpia por aumentar as fronteiras territoriais desapareceu. Sequer os mortos de Nagasaki e Hiroshima tiveram respeitada sua memória. Afinal, se foram mortos numa experiência por todos os títulos oprobriosa, por que reivindicar respeito à sua memória? De novo a população mundial se vê diante da ameaça nuclear. Desta vez, com o aplauso de multidões que se tenta acreditar ainda assim minoritárias. Nelas, certamente, alguns símiles de seres humanos que desejariam marcar com suas digitais o botão detonador.

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