Lembrando a polaca

Quantos sabem a importância desta data (10 de novembro) para os brasileiros e seu infelicitado país? Será igual o número dos que conhecem a origem do nome dado a um dos mais populosos bairros da cidade, nascido desde que no local foi construído um centro de recreação? Pois é, ali onde as famílias costumavam revigorar-se do cansaço do trabalho semanal, e confraternizavam com a família e amigos. A piscina de água corrente e o amplo salão onde até se dançava hoje não passam de mera lembrança. Mesmo a Faculdade de Tecnologia da antiga UTAM, hoje parte da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) não pode dar ideia do que era a Manaus de ontem, não tão ontem assim. O bairro que depois abrigou os moradores da cidade flutuante expulsos de lá, é nada mais nada menos que uma homenagem à ditadura de Getúlio Vargas. Na data de hoje, faz 83 anos, foi instituído o Estado Novo, aquele da "polaca", nome dado à carta outorgada pelo ex-revolucionário de 1930. Como o esquecimento do passado pode comprometer o futuro, informo ser o nome imitação da constituição (com minúscula, mesmo) fascista da Polônia da época. Hoje, o conjunto iniciado com a construção de casas para acolher ops expulsos da cidade flutuante tem o nome de outro ditador, Arthur da Costa e Silva. A "polaca" dessa época é o AI-5, que meu advogado Alarico Barata chamava Ato Prostitucional. Com toda a razão.



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