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INTELIGÊNCI ARTIFICIAL E BURACOS COGNITIVOS

22 de ago.
1 min de leitura
Em "Sete Breves Notas sobre Inteligência Artificial e Buracos Cognitivos", José Alcimar de Oliveira — professor de Filosofia da Universidade Federal do Amazonas e teólogo heterodoxo — propõe uma leitura crítica e filosófica da Inteligência Artificial, questionando a ideia de que o progresso técnico equivale, por si só, a avanço social. Partindo da expressão "buracos de cognição", cunhada pelo professor Paulo Blikstein, o autor articula Sócrates, Nicolau de Cusa, Francis Bacon, Hegel e Marx para argumentar que a IA, sob a gramática do capital, não é neutra: antes produz e universaliza a ignorância em escala industrial. O texto culmina na imagem de uma "Babel reversa", em que a diversidade das línguas e culturas humanas é reconformada pelos códigos dos algoritmos — um convite a pensar, contra a heteronomia digital, os caminhos da práxis e do materialismo histórico-dialético.
Em "Sete Breves Notas sobre Inteligência Artificial e Buracos Cognitivos", José Alcimar de Oliveira — professor de Filosofia da Universidade Federal do Amazonas e teólogo heterodoxo — propõe uma leitura crítica e filosófica da Inteligência Artificial, questionando a ideia de que o progresso técnico equivale, por si só, a avanço social. Partindo da expressão "buracos de cognição", cunhada pelo professor Paulo Blikstein, o autor articula Sócrates, Nicolau de Cusa, Francis Bacon, Hegel e Marx para argumentar que a IA, sob a gramática do capital, não é neutra: antes produz e universaliza a ignorância em escala industrial. O texto culmina na imagem de uma "Babel reversa", em que a diversidade das línguas e culturas humanas é reconformada pelos códigos dos algoritmos — um convite a pensar, contra a heteronomia digital, os caminhos da práxis e do materialismo histórico-dialético.

“O meu povo perece por falta de conhecimento” (Os 4,6).


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