Em "Sete Breves Notas sobre Inteligência Artificial e Buracos Cognitivos", José Alcimar de Oliveira — professor de Filosofia da Universidade Federal do Amazonas e teólogo heterodoxo — propõe uma leitura crítica e filosófica da Inteligência Artificial, questionando a ideia de que o progresso técnico equivale, por si só, a avanço social. Partindo da expressão "buracos de cognição", cunhada pelo professor Paulo Blikstein, o autor articula Sócrates, Nicolau de Cusa, Francis Bacon, Hegel e Marx para argumentar que a IA, sob a gramática do capital, não é neutra: antes produz e universaliza a ignorância em escala industrial. O texto culmina na imagem de uma "Babel reversa", em que a diversidade das línguas e culturas humanas é reconformada pelos códigos dos algoritmos — um convite a pensar, contra a heteronomia digital, os caminhos da práxis e do materialismo histórico-dialético.
“O meu povo perece por falta de conhecimento” (Os 4,6).
Vicente Nogueira• Sinceramente, se fosse possível, eu gostaria de passar alguns minutos na mente do eleitor de Flávio Bolsonaro no Amazonas. Penso que seria um experimento sociológico fascinante. Ess
Samuel Hanan** É preciso dizer com todas as letras: os três poderes da República e suas mais importantes instituições sucumbiram. Não se trata de discurso eleitoral ou indignação seletiva, mas da grav
Quando falo de honestidade, lembro muito do meu pai. Era um homem bruto, com as mãos calejadas pela labuta nas trilhas de seringa do Rio Madeira. Não costumava fazer carinho nos filhos, mas nunca larg
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