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Imagem em deterioração

A confissão pública foi do próprio Presidente da República, em gravação amplamente divulgada. Em uma de suas costumeiras bravatas e provocações, ele não mediu nem poupou palavras. O que aprendi foi a matar, disse ele. Uma espécie de resumo justificativo do seu propósito de ver mortos, por baixo, trinta mil brasileiros. Dentre eles, o nominado ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso e, coletivamente, o que ele chamou no Acre, de petralhada. Tudo muito coerente com o que todos, no Brasil e no exterior, sabemos dele. Primeiro, pela frustrada tentativa de mandar pelos ares, em ação terrorista, o sistema de abastecimento de água do Rio de Janeiro. Depois, pelo conceito que um superior, o General Ernesto Geisel afirmou, sem rodeios ou reserva: é um mau militar. Dê-se por válido o conceito emitido pelo ex-ditador. Como se deve valorizar a percepção do réu confesso. Importa e é necessário, porém, saber se os outros militares, à exceção dos ocupantes de postos civis na burocracia estatal, também só aprenderam o que o ex-capitão excluído aprendeu. Até recentemente, era outra e firme a imagem positiva das forças armadas, no seio da população. Sem discutir a justeza e a justiça desse prestígio, ele parecia evidente. Tantas seu ex-camarada fez, tanta tem sido, no mínimo, a por enquanto apenas suposta adesão ao comandante-em-chefe, que é possível estar arranhada a imagem das forças. Se isso pouco importa ao Presidente, deveria ter fundamental importância para os um dia ditos cidadãos fardados. Da parte da sociedade, cabe cobrar insistentemente decisões, sinais e atos demonstrativos dos reais compromissos da caserna. Menos porque seus legítimos e devidos soldos são pagos por todos os contribuintes. Simplesmente porque também eles, pensem como pensarem, têm suas preferências pessoais limitadas pela Constituição. É preciso que alguém mais o diga?

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