Identificar é possível

Várias capitais brasileiras (Manaus e São Paulo, por exemplo) apertaram as restrições impostas ao comércio e atividades não-essenciais. Renderam-se à realidade contestada pelas próprias autoridades públicas. Não obstante, as determinações oficiais têm sido desrespeitadas e desafiadas. Na capital amazonense, toda a manhã do sábado foi marcada pela mobilização de comerciantes e suas lideranças, empregados do comércio e baderneiros(na linguagem dos policiais militares chamados a intervir). Dentre os manifestantes, não eram poucos os que se apresentavam sem máscaras, a não ser as de que a natureza os dotou. Imagens das aglomerações chegaram a todos os lares onde a televisão estava ligada. Até aonde foi possível acompanhar a movimentação, as forças policiais não haviam cometido uma só violência, algo inesperado, por inusitado. Isso não quer dizer, porém, que os infratores devam ficar isentos de punição. As mesmas imagens apresentadas nos televisores podem ser usadas pelos órgãos de segurança, se desejam, de fato, coibir o crime dos que querem ver mortos os que dizem semelhantes. A rigor, a ação dos descontentes com a vida não pode contaminar os que sabem dar valor à saúde, a própria e - sobretudo - a de terceiros. É possível, portanto, proceder como determinam as leis: identificar os manifestantes sem máscaras de pano na cara, convoca-los e submete-los ao devido processo legal. Mesmo os suicidas têm o direito amplo de defesa. Antes que levem outros ao mesmo gesto.

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