Hora e vez do CBA

Pelo que se anuncia, o Centro de Biotecnologia da Amazônia caminha para o fim de seu calvário. Espera-se não encontrar lá a cruz em que serão pregadas as últimas esperanças do órgão e dos que sempre defenderam seu funcionamento. Quando surgiu, o CBA foi recebido com o entusiasmo e a tola euforia que costuma cercar os incensadores de todos os governos e poderosos. Não demorou, contudo, a debandada que condenou a SUFRAMA a manter sozinha as atividades da instituição, nos laboratórios onde equipes de cientistas tentavam contribuir para o rompimento do que o professor Samuel Benchimol chamou de monocultura industrial. A má vontade de uns, o desinteresse de outros, a estreita visão de terceiros levou o Centro a definhar. Mesmo muitos dos que um dia fingiram -se solidários aos belos propósitos da instituição desertaram e deixaram entregue ao esquecimento o trabalho promissor de que se ocupavam os pesquisadores. Fundação pública de direito privado (nome estranho, como as feições de um ornitorrinco) ou empresa pública, o certo é que pode estar se abrindo novo caminho para o CBA. Que ele possa, de fato, confirmar os saudáveis objetivos que animaram sua criação e o mantiveram funcionando por cerca de duas décadas! Talvez seja chegada a hora de passar do discurso ufanista e vazio e pôr o CBA na vanguarda da produção de conhecimento apto a tornar realidade o que a extraordinária potencialidade da região sugere.

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