Genocídio

Pode ser que um dia os interessados consigam provar que não ocorreu holocausto. De minha parte, os números, os relatos, as cenas e imagens já divulgadas não permitem admitir o apagamento desse fato histórico. Talvez porque os judeus não sejam maioria no mundo, seja conveniente e lucrativo duvidar do que parece evidência. Até prova em contrário. Práticas genocidas, porém, não são coisa do passado. Nem é exclusivo o cenário em que elas ocorrem. Ontem, foi na Alemanha de Hitler. Hoje, registram-se em vários lugares, mesmo naqueles que se dizem modelo de civilização. Reivindicar lugar na cena, todavia, não parece a melhor conduta; nem a tolerância a essas práticas é menos que uma barbaridade. O que se anuncia contra as populações indígenas que vivem no Brasil deve assustar quem se dizem praticante de alguma religião. Desde os judeus, que ainda têm na memória Dachau, Treblinka, Auschwitz etc. até os que habitam as inóspitas e distantes lugares da Amazônia têm certo compromisso com a luta em defesa e pelo respeito aos povos. É o caso dos indígenas brasileiros, que veem crescerem as ameaças. À promessa de não demarcar as terras que lhes pertencem, o que ainda resta das populações indígenas sabe que o pior está por vir. Não é noutro sentido que caminha a pretensão de explorar a riqueza mineral de seus territórios.

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