Gangorra da morte


Parece provado virem dependendo mais da conduta das pessoas que do novo coronavírus que se espalhou pelo Mundo a gangorra que se observa nas regiões do Brasil. Substituindo com vantagem a inação do Ministério da Saúde (quando não a omissão da Pasta), o acompanhamento da pandemia por consórcio montado por alguns media permite relacionar a reação das pessoas com o sobe-e-desce dos números. Quando era esperado o declínio em todo o território nacional, verifica-se importante e preocupante oscilação em algumas das unidades da Federação. Algumas delas trocam de cor no gráfico apresentado diariamente na televisão. Ainda constituem minoria os que, como o Amazonas, o Pará, o Amapá e praticamente todo o Nordeste permanecem mais que dois ou três dias na mesma posição. No caso específico, o registro de queda, no número de mortos mais que no de casos novos.

A região Centro-oeste mantém a pior posição; os Estados e o DF que a integram persistem na constante subida dos dois números, de casos novos e de mortos. As unidades federativas do Leste experimentam alterações menores que 15%, comparados dia-a-dia. Isso lhes confere o que os técnicos responsáveis pelo monitoramento chamam estabilidade. Se não apresentam agravamento, também não indicam melhor situação no quadro evolutivo da covid-19. A variação tolerável é de 15% em relação às médias das duas semanas anteriores.

Observadores mostram que, onde a pressão pela liberação das atividades se fez mais presente, morre mais gente. Vai-se reproduzindo o que já fora constatado em outros países, sem que tal fenômeno tenha sido ou venha sendo levado em conta pelas autoridades nacionais.

Em que pesem os resultados animadores registrados nas regiões Norte e Nordeste, a sensação que se tem é a de que por enquanto o lucro ganha a partida contra a vida.

Daí não escapar observação passada quase totalmente à distância dos nossos governantes: enquanto milionários de outras nações clamam por pagar mais impostos, os nossos imploram mais desoneração tributária.

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