Fugacidade - ou não?

Analistas, comentaristas, especialistas e professores de Ciência Política apreciam de modo algo alvissaro e, consequentemente, otimista a rejeição da direita na vida política nacional. Laboratórios de observação dos fenômenos políticos e agências especializadas arriscam afirmar que o resultado das eleições de hoje revelará quadro amplamente desfavorável aos candidatos de direita, País a dentro. Menos que uma primavera como a de Praga, a duração da euforia dos neo-nazifascistas seria tão longa como uma só noite, de in(f)erno, neste caso. Nada me autoriza, ainda, concordar com tão desejável e agradável cenário. Encarássemos todos as eleições como o momento de contribuir para a melhoria da vida de todos, seríamos dispensados de sofisticados exercícios mentais, intelectuais e tecnológicos, para chegar a tão promissora profecia. Não é o caso. A insistente e ilegakl participação de dinheiro privado na eleição, e a disseminação de mentiras muito bem engendradas somam-se à opção pela ignorância, catapultada pelos mais torpes interesses. Esses, como já se deveria ter aprendido, é que governam a mobilização dos candidatos e o arrebanhamento dos que sentem prazer em ser enganados. Em muitos casos, eles sabem que vale a pena. Apostar na fugacidade da direita, assim, parece-me demasiado. Sobretudo porque, mesmo ocorrendo em minoria, não são os melhores quadros, aqueles aos quais ainda resta uma cabeça que pensa e pensa por si mesma, os que se destacam entre os correligionários inspirados por Adolph Hitler, Mussolini, Trump e assemelhados. .

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