Festa fúnebre

Como previsto, não faltou o anúncio triunfalista divulgado nos media .O modelo ZFM, rebatizado, faz 55 anos desfalcado de 650 mil brasileiros, que a covid-19 e seus cúmplice e acólitos mandaram à sepultura. Se poucos os beneficiários do modelo, numerosíssimos os que choram seus mortos e/ou o desemprego. Sem contar os vitimados pelo agravamento das desigualdades, facilmente identificadas na cidade de Manaus. Não obstante, essa tragédia é pouco para os que dão pouca importância - à vida dos outros. Porque a deles mesmos está garantida, e em nível cada dia mais alto e sofisticado. A diferença deste ano, o 55° de criação da ZFM, corre por conta do ritual rotineiro, acrescido do que pode ser o tiro de misericórdia. Esse o sentido do decreto presidencial que estende a isenção do IPI a todo o País. Cumpre-se, assim, anúncio reiterado pelas autoridades federais, sob o aplauso, o apoio e o compromisso de servilidade tantas vezes manifestado pela maioria das lideranças locais. Os poucos que se têm desviado dessa conduta terão que tolerar, agora, a hipocrisia. Ela já começa aparecer, com a desfaçafez característica. Para isso, pelo menos, servem eleições periódicas. Se os eleitores considerarem a realidade e compreenderem como se inserem nela, poderão fazer melhores escolhas. Afinal, ainda são animais ditos inteligentes.

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