Feitiço e feiticeiro

Da condenação a pagar indenização por crime cometido contra o ex-Presidente Luís Inácio Lula da Silva, o ex-Procurador do MPF Delton Dallagnol ainda pode recorrer. Certamente o fará. É um direito que lhe asiste, como a todos os cidadãos. Se encontrar pela frente procuradores e juízes feitos à moda e semelhança dele mesmo e do seu cúmplice nas agressões à ordem jurídica, nada pode esperar que o beneficie. Basta que alguma ou algumas daquelas autoridades proceda(m)da mesma forma como ele e Sérgio Moro se comportaram: trocando informações legalmente proibidas, orientando o processo na direção da condenação do acusado, inventando e negligenciando provas, quebrando o decoro das apurações, industriando, enfim, o desfecho negativo para o denunciado. Não é isso o que se espera, nem se deseja dos que terão sob seus olhos os autos. As mais ostensivas das peças, quadros projetados em power-point, eles mesmos contendo a antecipação do resultado que vinha sendo preparado pela república de Curitiba. Dito, neste caso, não pelo julgador, mas pelo acusador. Na projeção, no mínimo a revelação do conluio que coube ao Supremo Tribunal Federal desfazer. O parceiro, hoje choramingando apoio e votos que pensava favas contadas para chegar à Presidência da República, na impossibilidade de obter sossego vitalício confortavelmente sentado em poltrona do STF, a mesma instituição que o tem por parcial, incapacitado para o exercício da magistratura - desonesto, portanto. Diz-se que, no interesse de sua campanha eleitoral, Sérgio Moro viajou em visita à Alemanha. A julgar pelo que professa, declara e alardeia, além do que já se sabe sobre ele, boa coisa não foi fazer. Não, como fez seu ídolo, ex-chefe e ex-trampolim, em viagem à Rússia. Até aonde a vista alcança, na velha Germânia não há Telegram ou outra qualquer emissora e produtora de fake-news, como no país de Putin. Lá ainda restam alguns dos idólatras de Hitler, Goering e Hessel, porém. Um a um, os aventureiros que, a pretexto de combate à corrupção inventaram novas formas de produzi-la, terão seu momento de chegar à barra dos tribunais. Cada qual a seu tempo e momento. Os motivos, nenhum deles diferente dos que os levaram a desrespeitar o ordenamento legal do País. Com uma agravante que jamais se pagará das páginas da História: nem conseguiram, Dallagnol e Moro, a dinheirama na fundação que criaram através de manobras de que um dia as autoridades policiais se incumbirão de apurar. Razão não falta aos que dizem ter a mentira pernas curtas.

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