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Farenheit

O livro, segundo certa visão de mundo, é veneno que precisa ser eliminado da face da Terra. Pelo que ele tem de perigoso, a alimentar sonhos e conhecimento do Mundo, só a alguns poucos eleitos ele deve ser reservado. É isso o que nos diz a decisão de alguns governos estaduais e municipais, ao censurar a leitura de uma obra de ficção (Jefferson Tenório, O avesso da pele) laureada pelo Jabuti, o mais importante prêmio literário do País. Os censores são os mesmos que aplaudem a pornofonia oficial, abundantemente proferida nos palácios onde se instalam alguns gabinetes da nossa suposta república. Neste caso, sem qualquer sinal de ficção. A realidade nua e crua, posta a serviço de toda sorte de crimes, da apropriação de bens públicos à tentativa de retornar a trágico passado. Nunca o filme Farenheit 451 (François Truffaut, diretor; Ray Bradbury, autor do livro Reino Unido, 1966) foi tão atual.

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