Exigir mais

Reconheçamos nosso pouco apreço ao ordenamento jurídico do País. Por isso, corremos o risco de ter uma prisão em quase todas as quadras de todas as ruas, em cada cidade brasileira. Lá se abrigaria a multidão dos que têm escapado, sobretudo dentre os que tentam passar por impolutos. Esses estão fora , enquanto outros sem justas e acabadas razões, veem o sol quadrado. Não raro, sejam aqueles justamente acusáveis de todo tipo de delito. A multiplicação verificada no estabelecimento de farmácias em qualquer esquina talvez se repetisse, como revelado em todo o País. O desapareço pelo cumprimento da Lei, portanto, passa a constituir aspecto cultural, tal a generalização da conduta que o integra. Disso decorre a necessidade de atentar para o discurso das autoridades, especialmente quando suas práticas têm desmentido as palavras. Não bastasse a constatação de que cenhos cerrados, quanto mais o sejam, maior a indignidade e a gravidade do delito praticado. Sem que se altere a fisionomia do pretenso Catão. Refiro-me, agora, à ingenuidade (?)com que muitos parecem encarar a promessa do ex-capitão excluído das forças, quando aparenta compromisso com boas políticas ambientais. Espero que não sejam numerosos os que atentaram para as palavras presidenciais. Há tempo em que o parecer ocupa mais espaço que o ser. O Presidente da República prometeu aos participantes da recente Cúpula Ambiental, reprimir e reduzir o desmatamento ilegal. Ou seja, coibir infrações das leis em vigor. Nada além disso. Quem nos garante que seus apoiadores no Parlamento manterão as leis em vigor? A experiência manda exigir mais do costumeiras e vãs palavras do Presidente.

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