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Excesso e omissão

Peco, em geral, por excesso; jamais por omissão. Por isso, dou às coisas que vejo, ouço e leio a importância que elas me parecem ter. Corro o risco de equivocar-me? Sim! Meu risco pessoal seria zero, se simplesmente me omitisse. Que o digam os omissos eternos. Essas as razões pelas quais não levo apenas à conta de pessoas mentirosas a proliferação de fake-news e sua intensa e abrangente disseminação. Neste caso, prefiro seguir o conselho de Agatha Christie: procure-se, em primeiro lugar, a quem o crime e a mentira beneficia. Aplique-se essa recomendação da famosa escritora britânica às mentiras que entopem a realidade paralela construída e alimentada pelos mentirosos. Nenhum deles desmerece esta classificação. Do mesmo modo, todos servem a uma causa comum. Frequentemente, tipificada nas leis penais. Aí, então, o sistema policial, tanto quanto o Ministério Público têm deveres a cumprir. Depois, o Poder Judiciário e o sistema penitenciário entram em ação. Simples assim, como disse certo serviçal da ditadura.

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