Exceção

Aberto, este espaço abre hoje uma exceção. Não sendo tripulante desta humilde nau, Pedro Casaldáliga o foi de todas as que buscam um porto de Amor, Fraternidade e Paz. Há, ainda, a excepcionalidade, como ser humano e sacerdote que o autor do poema foi; pela contribuição dada por ele à libertação de povos amazônicos e pelo exemplo deixado. Como ele e as árvores, não morrerão, antes se reproduzirão os exemplos desse catalão que se fez mais brasileiro que muitos que se proclamam patriotas.

“Eu morrerei de pé como as árvores”, profetiza dom Pedro Casaldáliga. O poema Profecia Extrema está publicado no sítio espanhol Religión Digital, 09-12-2012. Eis o poema. Eu morrerei de pé como as árvores. Me matarão de pé. O sol, como testemunha maior, porá seu lacre sobre meu corpo duplamente ungido. E os rios e o mar serão caminho de todos meus desejos, enquanto a selva amada sacudirá, de júbilo, suas cúpulas. Eu direi a minhas palavras: - Não mentia ao gritar-vos. Deus dirá a meus amigos: - Certifico que viveu com vocês esperando este dia. De golpe, com a morte, minha vida se fará verdade. Por fim terei amado!

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