Estrategista magnífico


A princípio, pensei tratar-se de mais uma fake-news das que infestam todos os ambientes, nestes tempos de pandemia e pandemônio. Não é só o vírus que está solto, por toda parte. Mais que os gafanhotos hesitantes em atravessar nossas fronteiras, os diabos aqui já se instalaram. Mesmo ciente da dura e vergonhosa realidade que nos cerca, tentei confirmar a ocorrência. Visitei vários links. Em todos eles, a confirmação. O professor Leonardo Villela de Castro, da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO, realmente disse o que eu lera uma, outra e mais outras vezes. Chamou uma colega, como ele participante de reunião virtual convocada para discutir a programação de atividades daquela instituição, de porra e filha da puta. Intimida-me dizê-lo assim, com todas as letras, mas não há outro jeito. Afinal, reproduzo apenas o que outro disse, como repetido foi, dias antes, o que se ouviu em reunião entre o Presidente da República e as mais altas autoridades do Poder Executivo do Estado Brasileiro. Quem ouve o mais, dos maiorais, pode ouvir o mesmo, da boca de outros, de menor escalão, o calão sendo o mesmo.

Ninguém me contou, porque vi e ouvi. Restava-me entender as razões pelas quais colegas e vítimas das mesmas maldades cometidas contra o magistério e a Universidade, chegavam a tamanha desagregação.

Confesso não ter sido muito difícil fazer um juízo do que ouvira e vira. Bastou-me ler outras informações, especialmente a que revela ter o mal-educado servidor da Educação superior sido escolhido em consulta à comunidade acadêmica por 72% dos membros-eleitores, para ocupar o cargo de reitor da UNIRIO. A escolha ocorreu no ano passado, e Villela não integra a lista tríplice submetida ao Presidente da República.

Como até o presente ainda falta a canetada da autoridade nomear o reitor, o professor Leonardo Vilella talvez tenha agido de acordo com que lhe pareceu a melhor estratégia para chegar ao posto pretendido. Embora excluído da lista tríplice – talvez até por isso mesmo -, era o preferido pela grande maioria dos membros da comunidade a que pertence. Essa preferência, aos olhos do establishment, é a priori suspeita. Leonardo então deve ter sentido certa probabilidade de ser nomeado, quando não constou da lista. Se dependesse dele, faria uma forcinha para credenciar-se ao cargo. Nada melhor que ofender uma colega, usando o mesmo linguajar dos inquilinos do Palácio do Planalto. E revelando o mesmo ânimo deles. Aumentam as chances de Leonardo Villela de Castro ser chamado de magnífico.

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